sábado, 24 de janeiro de 2009

Ainda sou o mesmo?

19 de janeiro de 2009, 20:28....
Será que ainda sou o mesmo?
Há um tempinho, eu era o filho perfeito, que nunca dava trabalho, aquele em quem minha mãe procurava defeitos sem sucesso...
Há dez minutos, numa conversa com uma senhora aqui da rua, acontecida na cozinha de casa, eu havia me tornado o filho que só enxerga a mãe quando está doente...
Ela disse isso quando descreveu uma crise de urticária que teve alguns dias após eu me abrir com ela.... Nessa ocasião eu estava de partida para a república após passar o fim de semana em casa. Quando acordei encontrei minha mãe com o rosto inchado, a boca dormente e dificuldade para respirar. O que mais me desesperou foi o fato de ela não me deixar socorrê-la e me “enxotar” para fora de casa. Hoje, ela disse a essa amiga que não me deixou ajudá-la, assim como também não deixou minha irmã ajudá-la, porque nós dois só nos preocupamos com ela quando está doente, e porque a crise foi causada pelo “nervoso” que ela estava passando naquela semana, ou seja, o fato de ter um filho gay...
Bem, confesso que isso não é muito agradável de se ouvir, pode parecer drama, e talvez seja mesmo, coisa que herdei dela, que poderia ser uma atriz de novela mexicana de primeira... mas parece que o filho perfeito se tornou o filho gay, alguém que a faz passar mal e que não é digno de ajudá-la...
Eu sei que hoje ela já está mais relax em relação à minha sexualidade, mas depois desse depoimento pude perceber que isso deixou marcas nela, e por teimosia, orgulho ou sei lá o quê poderia ter lhe custado a vida segundo a médica.
Na semana passada ela quis conversar sobre meu namoro, mas eu estava tão cansado e estressado que nem dei muita bola.... ela fez duas perguntas que eu respondi simplesmente com “sim” e “não” e a conversa findou-se. É um bom sinal, com certeza um progresso, pra quem me disse há três meses que não aceitaria, não queria saber de nada sobre ele e que nunca queria conhecê-lo...
Bem... essa é minha mãe, e embora as vezes ela pareça duvidar disso eu a amo muito.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

AMIZADE

s.f. – Sentimento de afeição; afeição desinteressada; afeto; dedicação; benevolência; estima; fraternidade.
Eu sempre costumo dizer que os amigos são a maior riqueza que uma pessoa pode ter, e por isso me considero muito rico, pois tenho bastantes e bons amigos. Muitos estão por perto, mas não me conhecem por completo... mesmo assim me ajudam quando preciso. Outros tantos estão longe, centenas de quilômetros, mas me conhecem muito mais do que os que me cercam, e é desses “anjos” que vou falar hoje, os AMIGOS “VIRTUAIS”.
Como já contei aqui, por muito tempo não consegui me aceitar, quase 22 anos para ser mais exato, até que um dia revirando o orkut com um fake que havia criado para ter acesso a “vídeos adultos”, encontrei uma comunidade chamada “Estou no armário, e daí?”. Comecei a ler os tópicos e a cada depoimento encontrava um pedacinho da minha história, me identificava com a vida de muitos membros, e então decidi participar da comunidade e postar minha história... Foi uma das melhores coisas que fiz em minha vida. Fui muito bem recebido e logo comecei a receber scraps de alguns membros, dentre os quais destaco Conrado e Sir. Edward, que por muitas vezes chamo de mestres, e não é demagogia.
O Conrado me ajudou a entender a minha condição, me aceitar e acima de tudo, aprender a gostar de mim... Suas dicas e seus conselhos me ajudaram a evoluir muito, era uma pedra bruta que ele ajudou a lapidar e descobrir que pode ser valiosa...
Ao Sir. Edward eu também devo bastante, com ele também aprendi a me aceitar, a gostar de mim e a me cuidar, inclusive com dicas de exercícios, rsrsrsrsrs, me lembro como eu o enchia com meus complexos, querendo ganhar massa a todo custo... rsrsrsrsrs.
Outro amigo muito querido que conquistei na comunidade logo em seguida é uma figurinha do centro-oeste do Brasil, distante mil quilômetros de mim, que atende pela alcunha de Well Bernard!!! Nome vistoso, imponente, não é a toa que é o fundador da Wellândia, que eu prefiro chamar de “O fantástico mundo de Bob” [prontofalei]. Esse menino, nem sei porque me cativou muito e nossa amizade perdura e resiste a crises mundiais, abalos sísmicos, eleições e etc. Por vezes essa amizade ficou tão intensa que me deixou confuso. Mas não abro mão dela por nada...
Pouco depois conheci um Quarteto Fantástico: Théo, Rod, André II e Ggui. Amigos muito queridos e que já me ajudaram muito, seja ouvindo minhas frustrações, medos e descobertas, seja me colocando pra cima quando eu estava down, ou simplesmente oferecendo uma boa conversa...
O primeiro deles, Théo, é uma pessoa adorável, extremamente carinhosa, muito inteligente e um verdadeiro vencedor, já lutou muito contra barreiras impostas pela vida e venceu cada uma delas, é um verdadeiro guerreiro que apesar de tudo consegue manter a cabeça erguida e um lindo sorriso no rosto.
Por falar em sorriso, o Rod é especialista, o sorrisão desse amigo está sempre a postos para me alegrar quando estou pra baixo. Já compartilhamos muitas descobertas e conquistas juntos. E também momentos complicados, mas nunca perdemos a força, pois podíamos apoiar um no outro.
Apoio foi o que não me faltou com o André II. Com ele eu dividi todas as minhas experiências. As boas, e também as ruins. Ele sempre estava a postos no MSN... era impressionante, sempre que eu estava mal ele estava lá, pronto pra me ouvir... e quando eu estava feliz da vida por ter vencido mais um bloqueio, acessava o MSN e quem estava lá? O André... pronto pra comemorar comigo. Sou muito grato a ele por isso...
O quarto, e não menos importante, membro do esquadrão é o Ggui. Uma pessoa que “conheci” já há algum tempo, mas que se tornou um grande amigo há nem tanto tempo assim. Ultimamente é com ele que tenho me aberto, conversado, dividido minha alegria por estar namorando e minhas “fortes emoções” acadêmicas e financeiras. É um amigo muito atencioso e carinhoso e que com certeza, junto com todos os citados, já faz parte do Hall dos Amigos, que ficam guardados num pedacinho muito especial do meu coração...
O último a entrar de vez nesse Hall é um lunático vegetariano, um nativo que vive na maior selva de pedras do Brasil, conhecido por Mr. Sebek. É alguém que entrou na minha vida sem pedir licença, convidado por um tal Well, e que não saiu mais... Em pouco tempo de amizade, já compartilhamos tantos momentos juntos que sinto como se fossemos amigos de infância... já chorei muito no ombro dele via Messenger, já me lamentei bastante, já reclamei da vida, mas também já agradeci muito, principalmente nos momentos em que ele me mostrou o valor das coisas mais simples, me fez ver que ao invés de reclamar pelo que não tenho, eu devo agradecer pelo que tenho e que enquanto eu reclamo, pessoas estão em situação muito pior. Confesso que por vezes fico confuso com a confusão dele, uns conflitos que se fossem comigo talvez já teriam me levado à loucura, mas esse menino é forte e não desiste. Confesso que muitas vezes fui dormir preocupado com ele, e que já até perdi o sono por conta disso... Mas sei que ele vai seguir o melhor dos caminhos e que será muito feliz...
Novos amigos estão chegando, como o **O Caminhador** que já me elegeu seu padrinho e por quem eu tenho um imenso carinho e admiração e a Giselly, uma menina muito legal que estou começando a conhecer...
Seria injusto de minha parte se deixasse de citar outras pessoas que me ajudaram também e ainda ajudam, como o V. Haun (no comecinho da jornada), o RX, o Estrela Polar e o Garfield, além dos que sempre mandam recadinhos maravilhosos no orkut: Bruno {Luiz}, Ruan e Marcel Duchamp.
Além de TODOS os membros da comunidade que foi um verdadeiro divisor de águas em minha existência e a todos que fazem parte da minha lista de amigos do orkut.

Obrigado amigos, graças a vocês, deixei de ser um menino medroso e me tornei um Homem (como disse meu amigo André II), pronto para encarar a vida de frente.
Obrigado por fazerem o Funny, muito mais Happy!!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

AMOR
~> Amor (s.m): Afeição profunda de uma pessoa a outra.
~> Amar (v.t.d): Ter amor a; querer muito bem; sentir paixão por.
Tudo começou com a paixão. E eu, que nunca havia me interessado por alguém, fiquei confuso. Só sabia que aquele sentimento me fazia bem. Era mais que gostar, era uma vontade constante de ouvir a voz dele, ficar falando futilidades ao telefone, coisinhas bobas, que outrora eu não dizia e agora me faziam sentir leve, como que levitando. Ai como é bom. Após encontrá-lo, beijá-lo, abraçá-lo, sentir seu cheiro, seu corpo, essa sensação de bem estar me fazia sentir ainda melhor. Já não sentia mais falta apenas de sua voz e sim dele por inteiro, de estar em sua presença. Enfim, era algo ainda mais intenso. Não sabia ao certo o que estava sentindo, só sabia que estava adorando aquilo.
Um dia liguei para minha melhor amiga e estava contando a ela que me disse: “Você está apaixonado...”. Como assim? Eu? Apaixonado? Eu que nunca havia gostado de ninguém estava apaixonado? Pois é, ela tinha razão... ele havia entrado em minha vida como ninguém antes e ocupado o setor vazio do meu coração, lugar nunca antes habitado. Ah a Paixão... Forte, intensa e deliciosa...
Começamos a namorar e esse sentimento foi se modificando, já não havia aquela euforia toda. Fiquei preocupado, será que a paixão está se acabando? O que estava acontecendo comigo? Já não sentia a voz tremer ao falar com ele, não sentia mais o frio na barriga, mas ao mesmo tempo havia um sentimento mais estruturado, mais concreto e porque não dizer mais intenso. Isso mesmo, mais intenso. Já não sentia falta pura e simples, era mais que isso, um bem-estar só por saber que ele existe, que está do outro lado da linha e que vai me ver no fim de semana. Fiquei pensando, será que isso é Amor?
Arrisquei-me a dizer a ele que o amava, morrendo de medo da resposta dele. E ele me disse que também me amava... aquilo foi mágico, pela primeira vez ouvia aquilo de alguém...
Os dias foram passando e meus sentimentos se amadurecendo. Depois de alguns dias tive a prova definitiva. Saímos no fim de semana mas não podíamos nos beijar, por estarmos em local publico e muito movimentado e por outros motivos também. Passeamos, conversamos bastante e ficamos nos olhando por longos minutos... depois disso voltamos para casa e eu estava tão feliz quanto das outras vezes em que ficamos juntos. Naquele momento percebi que nossa relação não estava baseada apenas em desejo carnal, era algo muito mais forte que isso.
Hoje eu afirmo que o AMO, se isso não for amor, sinceramente alguém me explique melhor o que é.
Esse desejo de estar junto com a pessoa amada, de lhe tocar, de segurar suas mãos, sentir seu perfume ou simplesmente saber que ele existe é magnífico e descobrir esse sentimento tão nobre está me fazendo muito feliz.
Espero estar retribuindo todo esse AMOR que recebo na mesma proporção e que possa compartilhar desse sentimento por muito tempo.

P.S: Esse tópico eu ofereço ao meu namorado. Uma pessoa Mara que tem me feito muito feliz. Obrigado por existir. EU TE AMO.




CHANGES IN MY LIFE!!!!


Bom, por vezes, ficar sem Internet pode ser produtivo. Há muito não escrevia para o blog, um dos meus refúgios. Muita coisa aconteceu desde a última vez que postei aqui.
A primeira delas é que decidi sair do armário para minha família. Mãe, pai e irmãs já sabem de mim, além de mais alguma amigas. Não foi nada fácil com a família, mas já superamos as dificuldades e as coisas já estão praticamente como antes. A pior das reações foi a da minha mãe: a principio aceitou muito bem, mas no dia seguinte veio a reação verdadeira, depois de “cair” a ficha ela me disse o que realmente pensava, e espero que vocês não passem por isso, pois foram coisas bastante difíceis de se ouvir de uma mãe... Mas enfim, não tenho mágoas, ela apenas expressou o que estava sentindo, não fez por mal. Sofri muito, por quase um mês ela mal falava comigo, foi horrível, e nesse período eu só queria que ela entendesse que eu não mudei, sou o mesmo filho de sempre... só sou diferente da maioria das pessoas. Acho que agora ela entendeu isso.
Meu pai, surpreendentemente foi quem melhor reagiu, claro que houve os momentos de pranto e o questionamento típico de “onde foi que eu errei?”. Mas nosso relacionamento em nada se abalou. As vezes ele até fala do meu namorado. É isso mesmo, namorado! Estou namorando há dois meses e estou cada vez mais feliz. Encontrei alguém que me completa, simples, inteligente, educado, um perfeito cavalheiro... e por ironia do destino, meu chara. Pois é, a vida muitas vezes nos reserva agradáveis surpresas...
Nosso encontro ocorreu de uma maneira que está se tornando cada vez mais comum, principalmente para quem está no armário, a Internet...
Nossos perfis fakes se cruzaram no orkut.... Na verdade o meu fake “pescou” o dele numa comunidade que temos em comum... A partir daí, trocamos MSN e celular e conversamos muuuuuuito. Acho que já estava apaixonado antes mesmo de nos encontrarmos, de tanto que conversamos.
Marcamos o encontro para uma semana após nos conhecermos virtualmente. Fomos a um Shopping (segurança em primeiro lugar), conversamos mais um pouco, assistimos a um filme e fomos passear. Depois de rodar boa parte da cidade, paramos num local seguro e nos beijamos.
Foi o 1º beijo de minha vida, com quase 23 anos. Mas foi muito especial, afinal de contas eu havia encontrado alguém especial. Na semana seguinte nos encontramos novamente, fomos a uma balada gls e eu o pedi em namoro. Ele aceitou (ufa) e estamos juntos até hoje.
Esse será o primeiro Natal que passaremos juntos (embora não fisicamente juntos) e eu espero que possamos passar por muitos outros.
Bem, é isso espero que todos os que estão lendo essas palavras agora possam encontrar alguém especial como eu encontrei.
Tenho certeza que o Papai Noel reserva muitas alegrias para todos...
FELIZ NATAL A TODOS E UM 2009 MAAAAAAAAARA!!!!





domingo, 5 de outubro de 2008

QUERIDOS AMIGOS

"Eu me conheço bem, e sei que você está me fazendo sentir algo diferente, e que eu considero bom, é mais que amizade, eu estou gostando de você! (...) Preciso muito conversar com vc, pois minha vida está mudando e eu gostaria que fizesse parte dela!(...)" Dizem que as palavras têm grande poder, e realmente têm. Essas por exemplo mudaram minha vida. Quando as li, numa carta que minha melhor amiga havia escrito, fiquei sem chão, sem ar, nem sei bem o quê...
De uma hora para outra minha melhor amiga estava se declarando para mim. O que fazer? O que dizer? Como agir? Aquela foi a tarde mais longa da minha vida, iríamos sair a noite e não sabia como dizer a ela. Dar um fora como havia feito com todas as anteriores seria injusto e até desumano. Estava decidido, pela primeira vez colocaria a cara para fora do armário...
Enquanto caminhávamos junto ao muro do cemitério eu disse com a voz trêmula e as pernas bambas que ela é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço, a nora que minha mãe pediu a Deus, mas que infelizmente não poderia ficar com ela porque era gay...
Houve um momento de silêncio, ela me olhou com espanto, eu vi a tristeza em seus olhos e aquilo acabou comigo... Mas ela, maravilhosa como sempre, alguns minutos depois já estava me dando força, e eu relutando em me aceitar... Ela foi compreensiva, companheira, Amiga. Mesmo com a dor que estava sentindo naquele momento...
Bem, naquele instante, a minha vida começou a mudar... foi meio estranho encará-la na semana subsequente, mas depois de alguns dias já éramos os amigos de antes. Na verdade não mais, éramos muito mais que isso, éramos cúmplices. Agora ela me conhecia por completo.
Nossa amizade se tornou cada vez mais forte, mas a vida tratou de nos distanciar, mudei de emprego, de cidade (devido aos estudos) e a nossa comunicação se tornou mais complicada... Nos vemos uma vez por mês, duas no máximo. Mas a cada encontro nos abraçamos muito e as energias são renovadas para agüentar até o próximo.
No entanto eu deixei de ter meu apoio, minha base forte, meu ombro amigo. Sim, porue embora muitos me considerem um ótimo ombro amigo eu também preciso de um as vezes...
Bom, o tempo foi passando, os amigos virtuais (ambora maravilhosos e tema da minha próxima postagem) já não me eram suficientes.... eu precisava de alguém real, que me ouvisse e me respondesse, precisava de reações humanas ao vivo. Ufa....
Foi aí que depois de muito pensar, resolvi contar a um amigo da faculdade. Ele não mora comigo, o que me deixou mais a vontade e também é super mente aberta. Disse a ele que precisava contar-lhe um segredo, mas teria que ser num momento em que estivéssemos sozinhos...
Ele ficou muito curioso... Na semana seguinte combinamos de ir a pé para a faculdade... A ocasião perfeita, visto que iríamos por uma estrada rural e que nossas únicas companhias seria as vaquinhas, os cavalos e a Serra da Mantiqueira ao fundo... Estávamos indo e quando eu ia começar a falar, um acessor do prefeito parou e nos ofereceu carona. Acabamos indo com ele e a conversa foi adiada...
Na mesma semana num outro dia, eu estava estudando na biblioteca e ele apareceu, estava indo para a aula. Nos falamos um pouquinho e ele subiu. Para a minha surpresa, dez minutos depois ele estava estacionado ao meu lado, me disse que a curiosidade o fizera matar aula e que eu iria ter que contar para ela naquele momento... (era mentira, o prof havia suspendido a aula no dia rsrsrs, e eu cai feito um patinho). Lá fui eu de novo, dessa vez mais calmo, respirei fundo e contei. Ele também me olhou assustado, mas me deu a maior força, disse que nunca havia desconfiado, mas que nada iria mudar por isso. Até me disse que eu preciso curtir mais, frequentar baladas gls e arrumar um namorado... rsrsrsrs. Mais uma vez, a amizade nesse caso também se fortaleceu.
Bom agora eu tinha um apoio na minha cidade natal e um apoio na faculdade... estava tudo certo, tudo uma maravilha...
Mas não... ainda faltava uma pessoa. Um companheiro de republica, que sabe Deus porque eu gosto muito, quase como um filho.
E a deixa aconteceu num churrasco que fizemos aqui em casa para um de nossos amigos, que por sinal bebeu muito mais do que devia e nós dois cuidamos dele...
Após todos dormindo, conversamos bastante e percebi que ele também me considerava muito. Ele me disse que tinha um segredo que iria me contar no dia seguinte, para que eu não pensasse que ele estava bêbado. Eu disse que também tinha um, mas não sabia se deveria contar. Pois bem, a semana se passou e curiosidade de ambos os lados estava a flor da pele. Ele estava mais curioso, e eu indeciso. Na sexta-feira, passamos o dia todo estudando na biblioteca, que por consequência da chuva, estava totalmente deserta. Então eu disse a ele que tinha decidido contar, mas que aquilo poderia abalar nossa amizade. Disse também que não queria deixar de ser seu amigo, mas se ele achasse melhor assim eu aceitaria. Ele ficou muito assustado.
Então num impulso eu peguei um pedaço de papel, sob o seu olhar atento, e escrevi "I'm GAY!". Ele olhou e riu. Então olhei nos olhos dele e disse em tom sério: "É verdade!". Ele ficou extremamente vermelho, engoliu seco e disse que não tinha nada a favor, e também nada contra. E que nossa amizade não mudaria por isso. Fiquei tão feliz que tive vontade de chorar. Depois disso ficamos um tempão conversando, eu contei um breve resumo da minha vida e ele me deu a maior força... Saí daquela biblioteca até mais leve. E hoje passados alguns dias, sinto que nossa amizade está mais forte...
Três pessoas já me conhecem por inteiro. E isso é ótimo.

Meus amigos, esse depoimento é uma forma que encontrei para homenageá-los. Para agradecer por terem sido tão compreensivos, por me ajudarem quando precisei, simplesmente por existirem. Vocês são minha sutentação concreta, com quem eu sempre poderei confiar.
Gostaria de lhes dizer que:

"Eu te prometo, eu sempre te apoiarei
Quando seu coração estiver cheio de tristeza e desespero,
Eu te carregarei quando precisar de um amigo
Você encontrará minhas pegadas na areia..."
(Leona Lewis - "Footprints in the Sand")




Eu sei que parece coisa de gay, mas já que eu sou mesmo...

AMO VCS!!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

segunda-feira, 1 de setembro de 2008